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terça-feira, 15 de março de 2011

18/3 - início . 1ª parte

Já estava impressionada com a quantidade de pedaços em que o meu coração era capaz de se despedaçar..

Quando o despertador tocou e eu abri os olhos, me impressionei ao ver que a janela estava fechada. Não me lembrava de ter fechado a janela na noite anterior..

O café da manhã não tinha gosto e eu estava com muito frio. Acho que era a rinite por causa do pó da sala de ontem.

Pena que eu não estava dormindo eternamente. Se eu pudesse, trocaria a vida pelo sonho, só pra tê-lo para sempre comigo. A realidade estava bem pior do que qualquer outra coisa..

A faixada da escola estava sem graça como sempre. Assim que abri a porta do carro para sair, forcei um sorriso para meu pai. CaD e NtR já estavam lá. Deixei minha bolsa e fichário na sala e fomos atrás de Rh e Rn.

Eu gostava de Rn, porque ele sempre estava sorrindo. De Rh eu também gostava, só que acho que ele gostava mais da NtR - ciúmes.

antes-
Estávamos todos treinando taiko para o grande Centenário da imigração japonesa. Nessa época, meus pais estavam presentes o tempo todo nos treinos. Certo treino, a filha de um dos tocadores, deveria ter no máximo uns 3 anos, ficou brincando com meu pai.. Eu que sou pouco ciumenta tive vontade de tacar a pobre e indefesa menina na parede.. ù.ú Acabei descontando toda a minha raiva no taiko..

depois-
Quando a aula começou, foi o professor de física que apareceu ao invés da professora de português. Ainda bem que tinhamos aquele trabalho de gírias para terminar, se não seria
ΔS pra cá, Δt pra lá.

As duas aulas passaram muito rapidamente, então tivemos que dividir o trabalho em partes para levarmos para casa.

Estava muito frio, mesmo com o casaco emprestado de NtR. Minha cabeça doía demais como se fosse explodir e meu nariz coçava me dando a impressão de que eu ia espirrar a todos os milésimos de segundo. Estava péssimo. Tudo estava péssimo! E no fundo eu sabia que era por causa dele..

Virei a cabeça para a primeira janela da sala. Por ironia do destino, ela focalizava exatamente ele. Tentei parar de olhá-lo, mas meus olhos me impediam, como se tivessem vida própria. Havia alguma parte pequena de mim que tentava me arrastar para perto dele, sem se preocupar se isso me machucaria..

O professor de geografia chegou apressado na classe, fazendo logo a chamada. Passou a aula inteira falando sobre um trabalho que teriamos que apresentar. Faltando dois minutos para o fim de sua aula, ele começou a pedir os cadernos para vistar um resumo que ele não havia pedido. Felizmente o sinal bateu e todos saíram correndo da sala.

>>continua